terça-feira, 17 de setembro de 2013



o início

Ao abrir a porta livros de gastronomia e livros de fotografias, Pães de Bertinet, 100 recipes breads, Juan Rulfo, Cappa e na biblioteca-ateliê-escritório: muita literatura, fitas VHS (precisamos nos livrar delas, ocupam muito espaço), máquina de costura, tecidos florais. Enfim, os livros estão espalhados pela casa, só não tem livro na cozinha, ou melhor, na pequena cozinha. 
Comparada a cozinha da casa onde onde cresci e vivi (maior cômodo da casa, mesa grande, nove comensais em volta e muito barulho) ela é petit. Hoje tudo muito silencioso. Vivo com meu marido Diego – um apreciador e fazedor de pães. 
Mas, voltando à pequena cozinha ali tem tudo o que se precisa para fazer um bom pão e para ficar confortável para consumir um bom pão. Tem até uma mesinha! E rola uma boa música para embalar o fazer da massa e o esperar... Que nem é problema, pois as bactérias não precisam de muita atenção, é só deixa-las quietinhas de um dia para o outro ou mais e eis que o pão cresce o glúten se liberta e daí é só festa!  O pão de hoje é o [falar do pão que vamos fazer ou comer]
E as lembranças do pão da infância: eu só comia pão caseiro com chimia caseira, nata ou manteiga, adorava quando a vizinha, D. Teresa, chamava a turminha da rua para tomar lanche da tarde: primeiro que lanche da tarde era - o que eu pensava - coisa de rico e segundo: que pão maravilhoso. Era um pão d’água da padaria, a única da cidade, mas fresquinho e com doce de uva, industrializado! Meu deus, aquilo era o máximo!!!!!!!! E tem o pão com mortadela, lanche da escola. Era um pão tipo filão – mas eu gostava da parte do meio, a ponta ficava para um dos meus irmãos – que meu pai, dono de uma lanchonete/bar cortava e preparava o sanduba, (quase) todo santo dia.

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